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Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da guitarra?
postado por Billy (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Billy
(andy_goncalves@hotmail.com) 21/02/2018 09:46:33

Instrumento-símbolo de virtuosismo e responsável por formar grandes lendas da música, a guitarra elétrica já teve dias melhores. Uma das marcas mais consagradas do instrumento, a Gibson, vem tentando manter sua relevância no mercado, mas foi tema de notícia preocupante nesta semana: segundo relatório publicado pelo jornal Nashville Post", a empresa tem até julho para quitar uma dívida de US$ 375 milhões. O risco de falência da fabricante preferida de nomes como B.B. King, Slash, Santana e Bob Marley mexe com as emoções de gerações que cresceram vibrando com solos e riffs: afinal, ele é reflexo de um cenário ainda mais dramático.

Em comunicado, o chefão Henry Juszkiewicz — que comprou a empresa por apenas US$ 5 milhões em 1986, outro momento delicado, por conta de uma crise interna — garantiu, sem dar detalhes, que está “simplificando o foco e tentando se concentrar em segmentos de produtos que são lucrativos, enquanto se afasta daqueles que têm pouca perspectiva futura”. Polêmico, Juszkiewicz fez aquisições questionáveis recentemente, como a compra da divisão de áudio da Philips por US$ 135 milhões, em 2014.

Mas o problema não só é de administração de uma única empresa. É de mercado. A Fender, maior concorrente da Gibson, também acumula dívidas, e precisou desistir de vender suas ações na bolsa americana em 2012. Para os investidores, o valor de mercado da empresa era superestimado. Já a PRS Guitars (terceira maior fabricante) precisou fazer cortes e aumentar a produção de unidades mais baratas. Na outra ponta, a americana Guitar Center, maior rede varejista de instrumentos do mundo, chegou a um déficit de US$ 1,6 bilhão em 2017.

— Nossos clientes estão envelhecendo, e eles vão embora logo, logo — admitiu Richard Ash, diretor da Sam Ash, maior cadeia familiar de lojas de música dos Estados Unidos, em entrevista ao “Washington Post”. O jornal americano mostrou, no ano passado, que as vendas anuais haviam caído de 1,5 milhão para 1 milhão. O Brasil acompanha a tendência de queda. Na última sexta-feira, um levantamento da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), divulgado pela rádio “CBN”, mostrou que houve uma diminuição de 78% nas importações do instrumento no Brasil, na comparação entre os dados de 2012 e 2017 — enquanto violões (33%) e teclados (55%) tiveram decréscimo mais ameno.

Entusiasta da Gibson há décadas, Arnaldo Baptista enviou para o GLOBO uma carta de próprio punho exaltando o “espectro sonoro único” dos modelos da marca. No começo dos anos 1970, ele chegou a se indispor com o irmão Sérgio, seu companheiro nos Mutantes, porque este preferia a Fender.

— Mais de 90% das marcas de guitarra à venda possuem saída de volume baixíssima, enquanto a da Gibson é perfeita — compara ele no texto.

Um dos principais produtores do rock nacional, Liminha atendeu à reportagem ontem, coincidentemente, quando estava numa loja de instrumentos na cidade texana de Austin. Entre as tantas guitarras expostas, ele apostou que os instrumentos devem encarar destino parecido com o vinil: as grandes lojas e redes vão diminuir ou fechar, mas a procura sempre vai existir.

— A música mudou muito com a internet, com os DJs. Hoje, as pessoas estão criando com computador, com aplicativo. É muito mais cômodo. Eu tenho um sobrinho que é DJ e faz bases digitalmente, mas quando se senta ao meu lado não consegue batucar na mesa com ritmo. As pessoas preferem o mais fácil — exemplifica.

Mas ele também reflete sobre o papel das gravadoras na história:

— Passaram a correr atrás do que já vem pronto. Não existe mais a mentalidade de investir no artista, na habilidade. A indústria agora é regida pelo gosto popular, e isso é perigoso.

O impacto negativo do avanço tecnológico no modo de se consumir e fazer música também é citado pelo cantor, compositor e guitarrista Davi Moraes. Pai de uma menina de 5 anos e padrasto de um rapaz de 13, o músico acompanha a luta que é disputar a atenção das novas gerações com videogames, smartphones e séries de TV:

— O mundo está adicto a esses aparelhos, então é natural o crescimento da música eletrônica. Antigamente, na minha época de escola, um cara que sabia tocar um violão agregava a turma, depois vinha outro que tocava baixo, outro, bateria, formavam-se bandas, os saraus. Hoje, o cara faz um show com um DJ e 30 dançarinos, e isso tem dado certo. Não sou contra, mas tem que existir um equilíbrio. Às vezes, o cantor está lá na frente e o instrumentista está escondido, no escuro do palco, ninguém vê. Acabou aquela adoração, aquele glamour.

Certa vez, por exemplo, um jovem Paul McCartney assistiu a Jimi Hendrix esmerilhar sua guitarra no clube londrino Bag O’Nails, em 1967. Aquela experiência o marcou tanto que, até hoje, o baixista beatle costuma pegar uma guitarra (Gibson) Les Paul para canhotos e improvisar uma versão de “Foxy lady” no fim de “Let me roll it” em seus shows solo.

— A guitarra elétrica era algo novo e emocionante no período anterior e imediatamente posterior a Jimi. Então, você conseguiu criar grandes músicos que emulavam caras como B.B. King e Buddy Guy, e gerações foram formadas assim — lembrou McCartney em entrevista ao "Washington Post", antes de fazer uma pausa dramática e comparar com os dias atuais: — Agora, é mais música eletrônica, e as crianças a consomem de um jeito diferente. Eles não têm guitar heroes como nós tivemos.

Um dos guitar heroes brasileiros de maior reconhecimento mundial, Andreas Kisser (Sepultura, De La Tierra, entre outros) compartilha com parte das ideias dos companheiros de profissão, mas é menos apocalíptico. Recém-regresso da Namm, maior feira de produtos musicais dos Estados Unidos, Kisser garantiu ter visto fabricantes “sorrindo de orelha a orelha” — mas observa que a Gibson não teve estande no evento. Para ele, o mercado brasileiro tem particularidades mais graves.

— O Brasil é onde se paga mais impostos de importação, é tudo muito caro para comprar uma guitarra. E, em termos de bandas baseadas na guitarra, não tem coisa nova surgindo. Ao mesmo tempo, você vê Pabllo Vittar e artistas do sertanejo toda hora na televisão e esses caras não estimulam a formação de novos instrumentistas. Só dão valor ao visual, ao hit. É cada vez mais difícil ver um moleque por aqui querendo ser músico e escolhendo a guitarra como instrumento, hoje em dia.

Seja como for, neste começo de 2018 as gigantes do mercado vão tentando se manter como podem. A Fender, por exemplo, vem, desde o ano passado, apostando em estratégias para conquistar as novas gerações. Andy Mooney, executivo-chefe da empresa, garante: o papo de que a guitarra elétrica está morrendo é “totalmente exagerado”.

Para ele, o segredo é tentar manter o interesse daqueles jovens que pedem um instrumento, mas desistem de tocá-lo em menos de um ano — dados coletados pela Fender mostram que 45% das guitarras da empresa são vendidas a iniciantes, mas que 90% deles não se tornam clientes frequentes. Uma das apostas é o “Fender Play”, um sistema online para o aprendizado do instrumento com linguagem voltada para os jovens (a mensalidade custa US$ 19,90).

Para Davi Moraes, os músicos mais consagrados também precisam agir para evitar a morte das grandes grifes:

— Música, além do trabalho, é um caso de amor. É por isso que alguns preferem uma Gibson a uma Fender, e vice-versa. Como amantes e parte interessada, acho que os artistas deveriam se unir, tentar virar sócios, não sei, se dispor a tirar as empresas do buraco.

https://oglobo.globo.com/cultura/musica/queda-de-vendas-risco-de-falencia-da-gibson-reforcam-perda-de-protagonismo-da-guitarra-22416459
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Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 02/05/2018 10:25:18

Em breve, no Mercado Livre...

"Gibson Studio Pré Falência - R$10.000 - Nem si compara cum as novas depois da falênça! Puta somzão!"

Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Redrocker (São Paulo/SP)  enviar um e-mail para Redrocker
(flavioalbuq@hotmail.com) 01/05/2018 20:25:45

https://g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/fabrica-de-guitarras-gibson-declara-falencia-mas-apresenta-plano-de-continuidade-comercial.ghtml

Ja é fato...
:-(
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 26/04/2018 07:54:20

Roy,

O que você quer dizer com "atravessador com dias contados"?

Valeu!
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por RoyMantega (Ribeirão Preto/SP)  enviar um e-mail para RoyMantega
(mhpaula@bol.com.br) 25/04/2018 16:28:38

Comprando uma Gibson Les Paul aqui no Brasilllll a conta fica assim:

Você paga uma guita para você mesmo (Aqui a Gibson tira seu lucro/custo).

Você paga outra guita para o governo em forma de tributo injusto (Aqui a Gibson e você chupam o dedo).

Você para outra guita para o distribuidor (o famoso atravessador) (Aqui a Gibson e você chupam o dedo de novo).

Ou seja o infeliz guitarrista brasileiro paga três vezes a guitarra, é por isso que só dentista, professor e engenheiro tem essas guitarras. Solucionado o mistério.

E assim a fabrica vai para a falência mesmo.

Derrubar esse imposto injusto acho difícil, mas essa figura do distribuidor está com os dias contados.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 29/03/2018 09:28:29

Pois é cara...
Enfim, cada um sabe do que é certo para si.

O fechamento da loja física pode ser um sinal de que focarão cada vez mais em um único tipo de cliente, afinal, ninguém comprará guitarra de mais de 10K sem tocar.
Talvez, passem a funcionar com hora marcada...como algumas lojas de grife na Oscar Freire.

Estava lendo o comentário do Davi Moraes, no final do tópico principal.
Ele fala de musicos defendendo as marcas.

Isso não ajudará em nada.
Aliás, apenas manterá as coisas como estão.

Não adianta ficar falando de marca se grande parte do público não pode bancar.
Alimenta apenas essa babaquice de "médicos/advogados x músicos"...gente julgando qualidade musical com base no equipamento usado etc...

Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Pitao (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Pitao
(pitao.rio@gmail.com) 16/03/2018 14:06:39

foka, nego so pode comer bosta. nao e possivel.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 11/03/2018 08:46:28

Aliás...complementando o que postei, pois, tem muita relação com o que estamos falando nesse tópico.

Última vez que liguei na Krocodille fui "muito bem atendido" (sim, todas as aspas do mundo aí)...

Isso ocorreu ano passado, ou em 2016...não me recordo ao certo a data.

Perguntei se compravam minha Fender American Traditional e, caso positivo, qual valor médio.
Passei as especificações da minha guitarra com todos os upgrades que fiz...

Ouvi uma risada no telefone.

Após a risada ouvi o seguinte:

"Aqui trabalhamos com instrumentos de alto nível, pois, nosso público é exigente. Não interessa essa guitarra"

Vocês sabem qual o motivo da minha ligação?
Dois motivos:
1- Comprei essa guitarra...na Krocodille, toda original, sem os upgrades que fiz.
2- Havia uma anunciada no site.

Insisti e falei esses dois detalhes.

O sujeito desconversou e falou que "não, aqui não tem mercado para ela".

É...similar, ou não, ao que estamos vendo mundo afora?
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 11/03/2018 08:20:56

Alguém aqui ainda visita o site da Krocodille?

Há um banner de "Em breve, somente loja virtual".

Estou ouvindo que a Teodoro anda vazia...procede?

Falou!
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Billy (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Billy
(andy_goncalves@hotmail.com) 09/03/2018 15:27:17

Só voltei aqui novamente hoje.

Como os mais perspicazes devem ter percebido, lancei o assunto somente para levantar uma discussão que está em voga. Apresentei 3 argumentos, o último mais polêmico, juntamente com a reportagem de um jornal de grande circulação, para que cada um aqui pudesse expor seu ponto de vista.

Ao meu ver o que acontece é um misto dos 3, sendo que na minha humilde opinião o que mais pesa é o argumento que foi muito bem defendido pelo Pitão, que é a questão da melhoria de qualidade dos intrumentos custo/benefício.

Tenho hoje somente 6 guitarras e 3 violões, o que é pouco para muitos aqui e muito para a maior parte dos guitarristas da América Latina. Dessas 6, 2 poderiam ser consideradas mid-end e a qualidade delas difere das mais tops, porém a diferença de preço para a diferença de qualidade não faz jus à tamanha discrepância. Penso que para a maioria que tem que dividir orçamento com coisas mais urgentes elas são a melhor opção, ainda mais devido ao fato de que a maioria dos guitarristas não vai muito a fundo em seus estudos.

Bem, é isso... as grandes marcas ainda vão sofrer muito se não tornarem seus preços mais competitivos, enquanto o nicho de guitarras high-end deve continuar surfando na maré boa da economia global, pelo menos enquanto a guitarra for um instrumento de destaque ou necessário na maioria dos estilos de música popular ocidental.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 02/03/2018 09:13:28

Silas Fernandes:

https://www.youtube.com/watch?v=IxMv4fGa27U
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Vinnas (Aracaju/SE)  enviar um e-mail para Vinnas
(marcusvinas@gmail.com) 01/03/2018 06:54:29

Fender teve prejuízo e por isso NÃO quis vender ações? Oxen!
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Pitao (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Pitao
(pitao.rio@gmail.com) 27/02/2018 18:01:27

o grande ponto da historia:

quem ficou parado no tempo so viu a concorrencia botar produto bom no mercado, por uma fracao de preço, enquanto o desejo por guitarras caiu.

Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Foka  enviar um e-mail para Foka
(direitotcc@yahoo.com.br) 27/02/2018 14:36:55

Há muito o que se falar...

1 - Quando se fala na falta de ídolos, se pensa no modelo de "ídolo" tradicional, ou seja, aquela pessoa que se torna um ícone para um determinado grupo.
Isso ainda existe, porém, não em todos os grupos.
Para ficar mais fácil a visualização: Anitta é um novo ícone para pessoas que tem, por exemplo, Ivete Sangalo como ícone? É provável que sim.

No caso da guitarra, o mundo aguarda a chegada do novo "Hendrix", "Gilmour", "Satriani"? Sim. Como ele não chega, fala-se em falta de ídolos.

Isso afeta venda de guitarra? Honestamente, não acredito. Ídolos podem ajudar na venda, mas a falta deles não faz o instrumento sucumbir.

Por outro lado, é preciso repensar a ideia de ídolo. Será que no meio da guitarra, não se está procurando ídolo no lugar errado?
Temos muita gente famosa (como Govan) e até um novo tipo de "guitar hero": O "guitar youtuber"

Ou vocês acham que caras como "Nando Moura" não foram o estímulo para muito moleque resolver comprar uma guitarra?

A diversificação musical está em níveis altíssimos...não vejo o surgimento de uma pessoa que consiga ser ídolo para todos os guitarristas.

Agora...isso não é bom para venda? Público diversificado?

A resposta será um sonoro "não" se você está focado em um modelo fechado e, podemos dizer, "datado" (entre todas as aspas!)

Alguém quer inovação na Gibson? Os caras arriscaram algumas coisas e foram sumariamente fuzilados...ok, podem ser coisas meio estranhas como o "autotune", mas o público Gibson, quer Gibson no molde tradicional.

Ai chegamos na questão que, em minha modestíssima opinião, é o que está deixando os acionistas da Gibson doidos: Diversidade de público. Antes, todo mundo queria Gibson, que era a referência. Hoje, tem muita gente querendo outra coisa.

Ninguém deixou de tocar, ninguém deixou a guitarra por falta de um novo Hendrix.
Parece-me, apenas, que não há mais espaço para uma única empresa monopolizadora da sonoridade, pois, há um público imenso, procurando novas sonoridades.

A Gibson não vai acabar. Pode diminuir, mas não vai acabar. O resto...é cabeça de acionista que não gosta nem de música, nunca tocou e só olha números.
Aí, perder o monopólio da referência musical significa morte mesmo.
Se a Gibson fechar, pode anotar aí, é vontade de seus acionistas e só.

2- A outa questão que, é continuidade do ponto anterior, é a entrada no mercado de guitarras baratas e de boa qualidade.
Atualmente muita coisa mudou.

Tenho afinidade com a história da Squier/Fender e, para quem interessar, há toneladas de materiais explicando a relação entre "qualidade/nome/marketing/posicionamento de mercado" das duas empresas!

Os asiáticos sempre tiveram plena capacidade de produzir ótimos instrumentos.
Aliás, produzir uma guitarra simples (apesar de muitos quererem dizer que uma Strato possui tecnologia de foguete...) não é tão complicado. Boa matéria prima e um pouco de cuidado/boa vontade, fazem um bom instrumento.

E isso estava disponível no Japão e Korea nos anos 80 e 90...o resto é marketing e posicionamento de produto no mercado.
Como cobrar muito caro por uma Fender? Impedindo a Squier de lançar instrumentos bons...
É, bem basicamente, isso ai.

Aliás...se o problema é guitarra barata, a Fender não teria nascido.
Todo mundo aqui sabe que Leo Fender projetou algo para ser o mais popular e barato possível (e por isso era pintado com tinta automotiva, que na época, era o nitro, que todo mundo fica doido, mas que é tinta de baixa resistência e deixou tudo quanto é guitarra descascada e desbotada por aí...rsrsrs).

Hoje a Fender vende guitarras com boas atualizações...mas o "big deal XXX price"...é a cópia do barato dos anos 50 e com pintura detonada de fábrica! Obra de arte, ou, não, o fato é que o valor é dado pelo consumidor.

Pode fazer a melhor Squier do mundo...que o preço nunca chegará no patamar da Fender. Falta "nome".

Estamos sim, presenciando um começo de mudança nesse negócio...o final da história, deixo para Nostradamus, eu não sei qual será.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Pitao (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Pitao
(pitao.rio@gmail.com) 27/02/2018 13:02:13

dado, sao otimas guitarras na faixa de preco delas, tipo 200eur.

algumas podem ate competir com guitarras do "dobro do preco"... mas nao mais que isso. como guitarra barata, pra bater por ai, fazer uns ups de leve sao bacanas.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Dado (Brasília/DF)  enviar um e-mail para Dado
(eduardovski@hotmail.com) 26/02/2018 07:33:59

Pistão, que me dizes dessas Harley Benton? Participo de um grupo de compra/venda no Fezesbook e uma vez anunciaram uma Tele lindíssima dessa marca.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Pitao (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Pitao
(pitao.rio@gmail.com) 23/02/2018 19:23:25

Jaber, aqui do outro lado da fronteira ainda nao tem mta kiesel a venda. tenho mtas gases pelas ARES... se bobiar boto uma custom order, mas estou monitorando reverb/ebay pra pegar uma usada.

temos varios exemplos excelentes de mid end que entregam MUITO

-charvel
-evh
-jackson (tres marcas do grupo fender... todas oferecem muito por pouco)
-schecter
-dean
-legator
-thomann (SIM! harley benton ta fabricando na mesma fabrica das legator)

e uma pena que nego nao se adaptou ao novo mercado.

qdo voltei de ferias ano passado com a rhoads RRXMG (indonesia) na mala eu cheguei a conclusao que nao tem mais localidade. todo mundo ta fabricando bem. essas jackson indonesia de nivel mais alto nao deixam NADA a desejar com as japonesas. reforco de fibra de carbono no braco, escala composta, construcao impecavel, hardware bacana.

essa rhoads se tornou uma das minhas favoritas, tanto que qdo me mudei pro mexico ela veio .
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Roberto Costabile Junior (São Paulo/SP)  enviar um e-mail para Roberto Costabile Junior
(robertocostabilejr@gmail.com) 22/02/2018 09:34:30

Mais alguns cents…

Fora o papo principal, acerca do mercado e possível futuro da guitarra,
pelo menos para mim fica claro no que se tornou isso que um dia foi chamado “jornalismo”.

Eu já tinha visto esse panfleto, e fica claro que não passa de proselitismo barato.
Bom, a gente poderia parar de ler em “preferida de Santana”. Mas vamos dar o benefício da dúvida.
Para ele falar sobre “simbolismo”, deveria estudar primeiro. Não vou perder tempo explicando aqui porque vai ficar mais chato que cagar de pé.

Usar esse hippie mofado drogaldo bostista como referência não ajuda em nada.
Não vou comentar sobre os 90% com “saída de volume baixíssima”…na boa…em 1972 o Larry Dimarzio já tinha resolvido isso.

Agora, quanto a essa baboseira mimizenta de “não existem mais ídolos”, ou “é só música eletrônica”.

Quem realmente acredita nisso deveria prestar atenção no que outras fábricas estão fazendo.

Olhem a Ibanez. A Jackson/Charvel. A BC Rich. A Schecter. O Bruce e alguns outros podem citar um monte de outras mais recentes.
Vejam todo esse movimento de 7, 8 cordas, afinações baixas.
Vejam o que fazem as fábricas de captadores.
Fora os que ficam na reprodução dos clássicos de 50s, 60s, o mercado para captadores que atendam às demandas dessa nova geração.
Como surgiram marcas novas especializadas nisso, e como as grandes estabelecidas também se coçaram para entrar nesse mercado.

Olhem os Amps, o ponto em que chegou o esquema de high gain, as opções disponíveis.
Olhem para esse movimento novo, Djent, uma galera nova fazendo a cabeça da molecada, com toneladas de equipos assinatura.
Olhem para os movimentos de Metául extremo, uma molecada que corre por fora, vivem no lance deles.

Até os grunges, que eram um bando de desgraçados que mal sabiam pegar na guitarra, influenciaram uma geração nova da molecada a pegar uma guitarra e montar bandas.

É que essa patota dos crácicos - encabeçada por esses malditos drogados-mofados - é extremamente arrogante.

Eles devem mesmo acreditar que foram os únicos e últimos “ídolos”.

É lógico que a coisa “pulverizou”, se espalhou, e não é mais tão focada em alguns poucos semi-deuses.
Como muitos mercados, existem não só diversas tendências como nichos.

Tendo dito isso, eu particularmente não ouço muito dessas coisas novas.
Mas ouço muitas novas que continuam aproximadamente na linha dos que eu já gostava.
Sabbath aposentou? Beleza, bola pra frente. O bonde anda…

Cresci vendo e ouvindo meus “ídolos” usando, entre outras, Gibson e Fender.
Mas quando conheci esse (sub)mundo, em 1983, já dividiam espaço com Jackson, Charvel, Ibanez, Hamer, etc.

Uma coisa é você crescer vendo algo, outra é simplesmente fechar os olhos para as mudanças.

No final da década de 90, depois do grunge, veio um boom de música eletrônica, raves, etc.
Inclusive marcas que financiavam grandes shows de rock passaram a bancar essa boiolagem. Philips Monsters Of Rock virou Expression, Skol Rock virou Skol Beats.

Para quem cresceu com Tonante, Retson, Fink, etc…ouvir que hoje a guitarra vai acabar chega a ser engraçado.
É que para uma galera mimizenta que cresceu no toddynho e pegou a coisa no auge, na fama, não precisa muito para causar pânico.

E, com todo o respeito para quem acredita, é com esse público que esse sujeito que escreveu o panfleto alarmista tem retorno.

Provavelmente ele é algum shófen (como citou o Pitão, millenial) engajado, empoderado, com cabelo colorido,
que come coxinha de jaca e bebe leite de soja porque combate a crueldade contra os animais.
E deve torcer para a guitarra “perder o protagonismo”, para combater a exploração de madeiras nociva ao “meio ambiente”…
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Roberto Costabile Junior (São Paulo/SP)  enviar um e-mail para Roberto Costabile Junior
(robertocostabilejr@gmail.com) 22/02/2018 07:44:31

Mimimidness Forever!

Bom, esse papo todo aponta para muitas questões.

A mudança de foco, não da guitarra em si, mas das marcas, nomes e fabricantes, foi perfeitamente abordada por todos aqui.

Meus 0,666 cents…

Vou compartilhar uma história engraçada…

Aqui em SP Capital, na zona oeste, na década de 80 existia uma doceira muito famosa, inaugurada em 1967.
Ela se chamava Brunella. Era o doce “gurmetizado”. O doce-ostentação. O doce que agregava valor ao camarote.
Tinham salgados também, mas no causo aqui doces eram o foco.

A localização era ótima, na época em uma avenida (Av. Sumaré) com bastante movimento. Se não me engano, no final dos 90s, Apareceram portinhas de docerias novas. Entre elas, uma filial (franquia?) da Amor Aos Pedaços. Lugar minúsculo, que vivia lotado. Bolos e doces bem diferentes dos oferecidos pela Brunella. A loja inteira tinha uma identidade visual completamente diferente. Falava com outra geração.
Mas ainda eram doces. Ótimos, por sinal.

Um dia minha irmã, que trabalhava do outro lado da Avenida, foi na Brunella. O movimento já havia diminuído drasticamente. Ela estava na fila, muita demora para ser atendida. Quando chegou sua vez, ela aproveitou e perguntou para a atendente:

“E aí, vocês estão preocupados com a concorrência?”

Resposta: “Nós não temos concorrência”.

Pouco tempo depois fecharam as portas.

Em 2007 a marca foi comprada pelo grupo IMC (International Meal Company), dono da Viena, Red Lobster entre outros. Ao que tudo indica estão indo bem, com algumas lojas na Capital também em Santos.

As pessoas pararam de comer doces?

Os doces perderam o “protagonismo”?

A primeira falência dela foi reflexo da tal “perda do protagonismo” dos doces, ou da má administração de quem comprou a empresa de seus primeiros donos?

Os atuais donos da Gibson compraram a empresa em uma época meio delicada, com o boom das guitarras Superstrat, surgimento e consolidação de uma nova geração, novas técnicas, novas necessidades e demandas.

Durante um tempo, eles surfaram em um certo sentimento de nostalgia, que, entre outros fatores, ajudou a manter a sua imagem.

Mas faz um tempo já que eles passaram a se achar a Brunella das guitarras...
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Raphael Jaber (São Paulo/SP)  enviar um e-mail para Raphael Jaber
(raphaz.adm@gmail.com) 22/02/2018 00:58:24

Esse tem sido um ponto de muita discussão aqui nos EUA e tenho chegado na mesma conclusão que o Pitão. Hoje as guitarras na faixa de 800-1200 estão numa qualidade absurda. Para quem é guitarrista de beira de cama, como a maioria, gastar 4000-5000 dólares em uma guitarra é quase impensável.

Um exemplo disso é a Kiesel, custom shop americana que tem guitarras começando em 899 dólares. Eles compram madeira dos mesmos fornecedores que Suhr, PRS, TA e etc. Desde que deixaram a Carvin, eles investiram absurdamente em qualidade e acabamento, tecnologia de fabricação e etc. No começo de novembro estive em San Diego e visitei a fábrica deles e quase fechei uma vader mas já tinham rumores de uma headless bolt on. Dito e feito, lançaram na NAMM. Vou encomendar uma em breve.

Recentemente um amigo americano que é ESP fanatic comprou uma LTD EC1000 com ponte evertune. Ele mesmo afirmou que não deixa nada a desejar para as ESP EC USA que ele tem. Ele mesmo assumiu que o ponto agora é olhar para o headstock e ver escrito ESP ao invés de LTD.

A questão é que os "velhos" endinheirados que pagam caro em guitarras e gear boutique estão morrendo. A geração mais nova está menos saudosistas e dando menos valor ao tradicional. Esse mercado high end está perdendo força aos poucos, ainda que se venda muito nos EUA e Japan, já podemos ver marcas como a Fender entrarem na briga do mid-level com qualidade high level.

Mesma coisa com o mercado de carros, fila de espera para comprar Tesla de 30k USD e fabricantes de super esportivos fazendo cada vezes series mais exclusivas para alavancar nicho, cobrar mais caro por exclusividade e deixar os endinheirados brigando a tapa por poucas unidades para se manter no negócio.

Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por aarao (Vitoria/BH/MG)  enviar um e-mail para aarao
(andreaaraofreitas@gmail.com) 21/02/2018 19:40:49

Pitao, penso muito semelhante, especialmente atual fender x gibson.
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Pitao (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Pitao
(pitao.rio@gmail.com) 21/02/2018 11:48:13

nunca se produziu tanta guitarra de qualidade como se produz hj. vou dizer por mim, ha 15 anos atras eu so tinha guitarra ¨high end¨ hj tenho varias ¨mid end¨ pq simplesmente estao em um nivel que me desencoraja pagar mais de 1000usd num instrumento novo (valor usa).

a fender eu acho que ta no caminho certo, tem produto bom por bons precos, controle de qualidade... a gibbo so faz merda ultimamente, pqp!

culpar a geracao atual por nao consumir guitarra e mimimi. igual millenial nao compra carro. nego nao compra carro de 40k usd e guitarra de 3kusd pq e caro pra caralho!!!!!
Re: Mais uma sobre o risco Gibson - Fim da era da ...
postado por Billy (Rio de Janeiro/RJ)  enviar um e-mail para Billy
(andy_goncalves@hotmail.com) 21/02/2018 10:09:32

Muitos falam do deslocamento da demanda para marcas como a Suhr, podemos pensar também que parte dessa demanda se deslocou para instrumentos asiáticos que melhoraram a qualidade nos últimos anos, mas será que isso não esconde de fato que o guitarrista é cada vez mais só mais um músico de uma banda e que essa perde cada vez mais a relevância no atual momento da música popular?
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